A Fazenda

História

Às margens da Vazante do Castelo, a fazenda Baía das Pedras foi fundada em 1940 por José Coelho Lima e sua esposa, Cyra Gomes Coelho Lima. O casal recebeu como herança um pequeno pedaço de terra onde passou a morar e a trabalhar com a criação de gado. Com o passar dos anos, José e Cyra adquiriram novas áreas formando a atual Baía das Pedras com 15 mil hectares. Duas baías localizadas na propriedade, que têm cascalho de pedra no fundo em vez de areia, inspiraram seu nome.

A casa-sede foi construída em 1960, por ocasião do casamento do filho mais velho do casal. E festa era o que não faltava na Baía das Pedras, que criou fama entre os habitantes da região com as comemorações do aniversário do fundador José Coelho Lima no mês de setembro e com a festa religiosa do Senhor Divino, celebrada tradicionalmente 40 dias após a Sexta-Feira Santa.

A boa hospitalidade pantaneira continua uma tradição na Baía das Pedras, que em julho de 2003 teve sua sede totalmente reformada para receber visitantes. O casal de anfitriões Dóio e Rita são os atuais responsáveis pela propriedade, onde além do hotel-fazenda mantêm atividades de pecuária extensiva e de criação de cavalos pantaneiros.

Acesso

O acesso à fazenda é realizado por avião o ano inteiro. O voo em avião monomotor, a partir de Campo Grande, tem duração de 1 hora. Se o turista desejar, podemos recomendar pilotos e agendar voos*.

O acesso por terra pode ser realizado somente durante o período da seca, de maio a dezembro. São 300 km a partir de Campo Grande em estrada não pavimentada. A viagem dura cerca de 7 horas e deve ser feita em carro com tração 4×4, por empresas terceirizadas com motorista e capacidade para quatro pessoas. A disponibilidade do carro e o custo do translado devem ser consultados no momento da reserva.

* Como são terceirizados, não nos responsabilizamos pelos serviços de transfer.

Infraestrutura

A sede da Baía das Pedras hospeda até 13 visitantes. São três apartamentos triplos e dois duplos, todos com ar-condicionado e banheiro privativos. O hóspede vai encontrar a privacidade e comodidade de uma casa com o conforto de um hotel. Os apartamentos podem ser convertidos em quartos de casal, mediante solicitação.

Depois de cada passeio e a qualquer momento, o redário em frente à casa oferece um gostoso descanso ao som dos pássaros. Em volta da sede você vai encontrar também varanda, sala de jantar e TV que formam as áreas de convívio da casa. O local é o mesmo onde são preparadas as refeições num tradicional fogão de ferro à lenha.

 

As delícias da cozinha da Fazenda estão em fartura em nossa mesa. Uma seleção de pratos que melhor representam a riqueza e o sabor da gastronomia pantaneira. Durante todas as refeições, você vai saborear receitas feitas com produtos fresquinhos, tudo feito com muito carinho pelos nossos chefs.

O café da manhã é servido bem cedinho. Nele você pode desfrutar do tradicional quebra-torto, e também de pães caseiros, bolo de fubá, bolo de mandioca, biscoitos, queijos, frutas, iogurtes, sucos de frutas e bebidas quentes, como leite, café e chá.

Para o almoço e o jantar, um banquete diferente a cada dia: saladas, arroz branco, arroz carreteiro, churrasco pantaneiro com carnes nobres, mandioca, pratos feitos com peixes da região, como caldo de piranha e deliciosas sobremesas.

Para acompanhar, bebidas como vinho, cerveja, destilados, sucos, refrigerantes e água mineral.

Gastronomia

Projetos de Conservação

O Pantanal possui uma das biodiversidades mais ricas do mundo. No coração do Pantanal, a Baía das Pedras sabe da sua importância e colabora recebendo projetos de pesquisa licenciados pelo IBAMA, em parceria com ONGs internacionais, nacionais, regionais, universidades e órgãos governamentais.

Abre as portas e estende a mão para receber cientistas que vêm em busca de informações sobre os animais, como sua reprodução, hábitat e comportamento.

Atualmente, estão em estudos: a Anta, financiados por zoológicos americanos e europeus; e Tatu-Canastra, financiado por uma Universidade da Escócia.

A equipe de pesquisa, com pelo menos cinco pessoas – pesquisador, médico-veterinário, auxiliares, atirador de dardo – passam de dez a quinze dias na Fazenda. Todos recebem acomodação e refeições.

O estudo tem início na captura do animal (armadilha), onde é feito pesagem, coleta de pelos, carrapatos e tecidos, um exame completo. Depois o animal é solto com o colar de GPS. No mês seguinte, o grupo volta à Baía das Pedras para fazer o monitoramento. Antenas são levadas à campo para captar sinal e estudar o comportamento do animal.

O turista que está passeando na Fazenda recebe informações sobre os projetos, é convidado a assistir uma palestra, à noite. Há, também, a possibilidade de acompanhar os pesquisadores na checagem das armadilhas. Uma aventura inesquecível.

O Pantanal é imenso! A Baía das Pedras apoia e estimula a vinda de cientistas para a região que queiram conhecer e ajudar na conservação da fauna e flora da região. Se você tem um grupo de pesquisa, entre em contato conosco. O cenário já é surpreendente. Venha conhecer muito mais!